O texto é da Carmen Guerreiro . Reproduzo aqui porque me vi nele tão perfeitamente que é impossível ignorar. Tirando a tal invejinha dos extrovertidos, coisa que superei na adolescência, sou eu... Hoje introvertida sem culpa. Mais de uma vez, eu digitava quietamente no meu computador no trabalho (para os que não sabem, sou jornalista e trabalho em uma redação, em uma editora de revistas, e redações em geral mantêm um nível razoável de barulho e conversa) quando o diretor de redação comentou com o meu chefe, na minha frente: “Mas ela não fala, não?” ou “Que silêncio nesse canto aqui, hein?” Eu fico sem graça. Me sinto na obrigação de dar uma justificativa para o meu comportamento recluso, ainda que o comentário seja uma brincadeira. Eu poderia ser uma daquelas pessoas que contam as piadas que todos dão risada, que fazem um comentário sagaz sobre a conversa geral, mas não sou. Mas não é culpa do diretor de redação. Ele é uma pessoa bacana que apenas chamou atenção para uma opinião ...
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