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Mostrando postagens com o rótulo Fatalismo Russo

Reflexão: Sobre a Associação Homo/Máquina e o Aceleracionismo

"  É insensato imaginar que toda essa vitória dos valores possa ser antibiológica : é preciso tentar explicá-la por um interesse vital pela manutenção do tipo homo , ainda que tenha de ser atingido pela preponderância do tipo fraco e dos deserdados . Talvez, se as coisas fossem de uma outra maneira, o homem não existisse mais?"  Problema. A elevação do tipo é perigosa para a sobrevivência da espécie . Por quê? As raças fortes são raças pródigas. Encontramo-nos aqui diante de um problema de economia. Nietzsche considera com uma atenção quase benévola essas tendências às quais sua razão se opõe, que são repulsivas aos seus gostos. Não lhe convém, pensa ele, negar às massas o direito de buscar suas verdades, de fundamentar suas crenças em suas necessidades vitais, de apaixonar-se por elas. Os senhores vivem dos seus trabalho [das massas], sua grandeza é suportada pela humildade delas . Privados delas, que seriam os senhores? Têm necessidade de sua presença e de sua felicidade ...

Dor

Ao escrever, sempre menciono Nietzsche aqui e ali. Sem dúvida, li mais os seus textos e, nos últimos anos, estive mais envolvida com reflexões acerca de seu pensamento. Porém, na verdade, não posso afirmar que ele seja meu filósofo preferido. Nietzsche divide esse posto com Spinoza. Estudei Spinoza no primeiro semestre de 2010. Confesso que não me lembro dos detalhes do que aprendi na época. Me lembro do essencial e do impacto que exerceu sobre mim. Tudo começou quando ouvi a frase “o corpo é memorioso”. Significa que tudo o que é vivido não é guardado apenas pela mente e sim pela totalidade do corpo físico. Entendo que o corpo, sendo uma configuração de energias, também é um complexo físico-químico que converte energias em um sistema formado por órgãos que se relacionam entre si. Tudo o que o corpo vive, imerso no meio ambiente e no contexto social, o impacta em sua totalidade e o transforma. Daí que o passado está presente no corpo hoje.  Assim, eu sou, hoje e sempre, a soma de t...