“No verão de 1918, encarcerada na prisão de Breslau (hoje Wroclaw), Rosa Luxemburgo continua a participar das atividades do grupo espartakista, redigindo textos que são publicados nas Cartas de Spartakus. Desde fevereiro de 1917 ela acompanha com grande impaciência e interesse a revolução na Rússia. Nestas notas redigidas na prisão em setembro de 1918 (publicadas por Paul Levi em 1922), Rosa critica a política autoritária dos bolcheviques, procurando ao mesmo tempo compreendê-la. Lenin e Trotski foram forçados pelo avanço da contra-revolução, e pelo isolamento decorrente da falta de apoio do proletariado alemão, a adorar medidas antidemocráticas – no caso a dissolução da Assembléia Constituinte – que atingiram não só a burguesia, mas também as massas trabalhadoras. Apesar de reconhecer a difícil situação dos bolcheviques e de admirar sua coragem revolucionária, Rosa não admite que façam da necessidade virtude e imponham seu caminho para o socialismo como modelo a ser s...
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