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Mostrando postagens com o rótulo Notas de Pesquisa

Reflexão: Sobre a Associação Homo/Máquina e o Aceleracionismo

"  É insensato imaginar que toda essa vitória dos valores possa ser antibiológica : é preciso tentar explicá-la por um interesse vital pela manutenção do tipo homo , ainda que tenha de ser atingido pela preponderância do tipo fraco e dos deserdados . Talvez, se as coisas fossem de uma outra maneira, o homem não existisse mais?"  Problema. A elevação do tipo é perigosa para a sobrevivência da espécie . Por quê? As raças fortes são raças pródigas. Encontramo-nos aqui diante de um problema de economia. Nietzsche considera com uma atenção quase benévola essas tendências às quais sua razão se opõe, que são repulsivas aos seus gostos. Não lhe convém, pensa ele, negar às massas o direito de buscar suas verdades, de fundamentar suas crenças em suas necessidades vitais, de apaixonar-se por elas. Os senhores vivem dos seus trabalho [das massas], sua grandeza é suportada pela humildade delas . Privados delas, que seriam os senhores? Têm necessidade de sua presença e de sua felicidade ...

Humanidade

“ […] quem é capaz de sentir o conjunto da história humana como SUA PRÓPRIA HISTÓRIA sente, numa colossal generalização, toda a mágoa do doente que pensa na saúde, do ancião que lembra o sonho da juventude, do amante a quem roubaram a amada , do mártir cujo ideal foi destruído, do herói após uma batalha que nada decidiu e lhe causou lesões e a morte do amigo –; mas carregar, poder carregar, essa enorme soma de mágoas de espécie toda e ainda ser o herói que, no romper do segundo dia de batalha, saúda a aurora e sua fortuna, como o ser que tem um horizonte de milênios à sua frente e atrás de si, como o herdeiro de toda a nobreza do espírito passado, herdeiro com obrigações, o mais aristocrático de todos os velhos nobres e também o primogênito de uma nova aristocracia, cujos pares ainda nenhum tempo viu ou sonhou: tudo isso acolheu em sua alma , as coisas mais antigas e mais novas, perdas, esperanças, conquistas, vitórias da humanidade: tudo isso, afinal, ter em uma só alma e reunir num ...

O Cerne

Há uma direita política panfletária e falaciosa; há uma outra instância de direita que é teórica; há uma outra que é prática (embora não desconsidere as teorias, necessariamente). Empresários e financistas formam a direita PRÁTICA. Uma crítica que se faz ao capitalismo é que ele se orienta pelo uso da razão para atingir objetivos de produção. O problema é que focado na produção - considerando a produção como o objetivo mais importante -, o pensamento humano desconsideraria questões humanas importantes. Esse é um ponto para se discutir... Problemático afirmou que TODOS os empresários não se importam com questões humanas ou que no capitalismo não há lugar para elas... E como seria essa aplicação da razão à produção? Lembrança de Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”, na esteira de produção? Em fins do século XIX, início do XX, encarregados de produção, nas suas atividades cotidianas, passaram a observar os modos de trabalho e raciocinar sobre como os movimentos humanos deveriam ser ...

Epistemes

UMA EPISTEME JUDAICA-CRISTà [...]  O niilismo provém das turbulências registradas na zona de passagem entre o judeo-cristão ainda muito presente e o pós-cristão que desponta modestamente, tudo num ambiente em que se entrecruzam a ausência dos deuses, sua presença, sua proliferação, sua multiplicidade extraordinária e sua extravagância. [...] A negatividade procede do niilismo consubstancial à coexistência de um judeo-cristianismo delinquente e de pós-cristão ainda no limbo.  [...]  O judeo-cristianismo deixa atrás de si uma episteme, um pedestal sobre o qual se efetiva toda troca mental e simbólica. Sem o padre nem sua sombra, sem os religiosos nem seus turiferários, os indivíduos permanecem submissos, fabricados, formatados por dois milênios de história e de dominação ideológica. Daí a permanência e a atualidade de um combate contra essa força ainda mais ameaçadora por dar a impressão de caduca.  [...]  Muitos indivíduos que se acreditam ateus professam s...

Logos

O Logos (em grego λόγος, palavra), no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada—o Verbo. passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Verdade e da Beleza. Logos sintetiza vários significados que, em português, estão separados, mas unidos em grego. Vem do verbo légo (no infinitivo: légein) que significa: (1) colher, contar, enumerar, calcular, escolher, ordenar, reunir; (2) narrar, pronunciar, proferir, falar, dizer, declarar, anunciar, nomear claramente, discutir; (3) pensar, refletir; (4) querer dizer, significar, falar como orador, contar; (5) ler em voz alta, recitar, fazer dizer. Lógos é: palavra; o que se diz; sentença; exemplo; conversa; assunto da discussão; pensar; inteligência; razão; faculdade de raciocinar; fundamento; causa; princípio; motivo; razão de alguma coisa; argumento; exercício da razão, juízo ou julgamento; bom senso; explicação; narrativa; estudos;...

Logocentrismo

Na teoria da desconstrução , logocentrismo é um termo cunhado pelo filósofo alemão Ludwig Klages nos anos de 1920 e se refere à tendência no pensamento ocidental de se colocar o logos (palavra grega que significa palavra ou razão) como o centro de qualquer texto ou discurso. Jacques Derrida usou o termo para caracterizar boa parte do pensamento ocidental desde Platão : uma busca constante pela " verdade ". Fonte: Wikipédia

Tradição Logocêntrica ou Logocentrismo

Jacques Derrida e a Desconstrução da Razão Por Edjar Dias de Vasconcelos A razão precisa ser desconstruída, isso é necessário para o desenvolvimento do mundo pós-contemporâneo. E como seria essa destruição, [de acordo com] um dos grandes pilares dessa epistemologia, Jacques Derrida. Para ele a razão se desenvolveu no ocidente a partir de um conceito de centro, de um fundamento que unifica a estrutura da consciência teórica, como por exemplo, o conceito de homem, de Deus, da verdade, noções que determinam o conhecimento geral. Derrida chama esse procedimento de logocentrismo, o que é verdade nessa análise [é] que todo centro de entendimento tem necessariamente o seu antagonismo, o que Hegel denominou de antítese. Isso significa o seu oposto, Deus-diabo, homem-mulher, verdade-mentira. As lógicas das oposições têm uma longa história na construção do pensamento ocidental, que vem historicamente do mundo grego, da antiga Grécia, a oposição entre a razão, cujo significado epistemológico ent...

Nietzsche, uma biografia (by Daniel Halévy)

“Estas últimas semanas, muito aprendi, realmente: li uma tradução francesa das leis de Manu. Essa obra absolutamente ariana, esse código sacerdotal fundamental dos Vedas, sobre o regime das castas e as tradições mais antigas; sempre fortemente sacerdotal, nunca pessimista, completa maravilhosamente minhas ideias sobre a religião. Compreendo que, ante qualquer outra grande legislação moral, tive uma impressão de imitação, diria mesmo de caricatura: sobretudo a egípcia. Platão mesmo me dá com frequência a impressão de ter sido, em pontos capitais, o bom aluno de um brâmane. Quanto aos judeus, é uma raça dos Tschandalas [pária, em sânscrito], que aprendeu dos seus senhores os princípios pelos quais o sacerdote consegue a dominação e organiza um povo... “Não existe  realidade suprassensível, e os idealistas sonham; não existe o mundo racional,  e os racionalistas se enganam; não existe o mundo moral, e os moralistas nos  enganam. O que existe, então, o mundo das aparências? N...