Pular para o conteúdo principal

Postagens

Gojira

26 de Julho de 2024. Pela primeira vez na História uma banda de Metal participa da abertura de uma Olimpíada. E que abertura! Que momento assombroso e magnífico! Gojira, tocando a canção revolucionária francesa Ça Ira, junto com a cantora de opera Marina Viotti, em versão Metal Melódico! Lembrando toda a contundência da Revolução Francesa, com Maria Antonieta guilhotinada, e da fase do Terror... A manager do Gojira é uma mulher, a Kristen Mulderig! Ela também foi manager do Slayer até a aposentadoria da banda e cuida dos negócios do Ghost, e foi namorada do Alexi Laiho por bons anos.. Registrei meus cumprimentos a ela por essa grande conquista que foi a apresentação do Gojira. Tremenda conquista! Foi perfeito! E ocultei meu lamento por, neste momento tão importante, o Alexi não estar do lado dela. Para que lembrar algo triste em meio à felicidade, não? Estragaria o momento... Kristen Muldering tentou salvar Alexi do vício que acabou por matá-lo, mas ele preferiu se afastar dela......

Maya

Na noite passada sonhei com a Maya… No sonho, eu estava deitada na minha cama e sentia que ela subia e se enfiava por baixo das cobertas, tentando se acomodar junto ao meu corpo. Senti o calor do corpinho, a textura dos pelos, o movimento para se moldar ao meu corpo, como ela fez tantas e tantas vezes… Em vez de acolhê-la e abraçá-la, eu me assustei, me senti aterrorizada, me afastava apavorada … E acordei assustada, chorando … Afinal, porque me senti assim com relação ao ser que eu mais amo nesse universo? A Maya me deixou no dia 24 de junho… Um dia todo errado e cheio de horrores e, no fim dele, se impuseram uma tristeza imensa e um vazio desesperador, uma falta de sentidos que se transformou na dor física que não me deixa… Lutamos e perdemos, e cedo demais... Tenho me negado a falar sobre isso, pois não é algo que se esgote em poucas palavras ou em algumas linhas. E estou muito, muito longe de acomodar os acontecimentos na minha mente de modo tranquilo. O sonho foi um aviso do meu i...

Maya

Maya está comigo há quase 12 anos na percepção humana, ou 70 anos na biologia canina... Ela chegou em 2013 , com apenas 50 dias de vida. Desde de então, não houve um dia que eu não dissesse pra ela "Maynha, eu te amo!". E nunca foi da boca para fora. Sempre foi com consciência do privilégio que eu tinha e tenho de tê-la na minha vida.  Meu pacotinho de felicidade, minha alegria! O maior amor da minha vida! Presente da natureza feito de encomenda para mim! Ela é minha e eu sou dela, porque quando ela olha pra para mim com esses olhos arregalados eu sei que ela não vê nada mais além de mim, que me aceita com sou, e que sou o centro da vida dela como ela se tornou o centro do meu mundo... Ternura imensa pela minha companheirinha, melhor amiga, minha filha de coração, meu amor!  Mas, o tempo sempre atropela seres de espécies distintas... Novamente me surpreendo de ver que biologicamente ela já é bem mais velha do que eu e que os problemas de saúde começam e batem forte. Pensei qu...

Armadilhas

O que Freddie Mercury diria do TXT tocando We Will Rock You no Madison Square Garden? Eu acho que ele ficaria escandalizado... Se não ele, pelo menos eu, que sou chata, fico... Nada contra os  meninos do Tomorrow & Togheter. São apenas garotos realizando sonhos. E eles são bons no que se propõem a fazer! O problema, a meu ver, é o que a indústria cultural está disposta a oferecer e como o público se agarra a isso.  Do que eu estou falando, afinal? Primeiro que raramente alguém toca instrumentos musicais em shows de k-pop. "Tocam"...  Playback!  Alguns k-idols são ótimos cantores, verdade seja dita. Mas, em shows o que vale é o visual, a beleza do idol e o espetáculo cênico que, a bem da verdade, geralmente é de alto nível coreográfico e tecnológico.  Queen, no entanto, é de uma outra época, de outro mundo. Viventes da era dos autênticos rebeldes e dos virtuoses do rock, que atingiam, em boa parte, um público formado por aspirantes a músicos e à rebeldia...

Stalker: o caso Kawara Welch

A artista plástica Kawara Welch, de Ituiutaba (MG), teria conhecido um médico psiquiatra em 2018, época em que procurava por tratamento para uma depressão. À certa altura, acreditando que ambos estavam em um relacionamento e encontrando divergência por parte do médico, ela teria passado a persegui-lo virtualmente e presencialmente e, também a seu filho e esposa... Com esta última, inclusive teria, entrando em confronto físico... Kawara teria chegado ao extremo de enviar ao médico 1,3 mil mensagens e feito 500 ligações telefônicas em um mesmo dia! São muitas as questões que me chamam a atenção, além das particularidades do comportamento da suposta perseguidora. Digo "suposta" porque é ético usar a palavra ao se referir às partes de processo em aberto. Em primeiro lugar, porque a grande mídia lança o rosto de Kawara às feras, em praça pública, enquanto o médico não é identificado? A resposta óbvia é que ela é a infratora, não ele. A prática de perseguir sistematicamente alguém ...

Reconstrução

Estive no Rio Grande do Sul pela primeira vez em junho de 2012 . Retornei em novembro. Foram viagens a trabalho, pela Rede de Educação Cidadã. Nas duas oportunidades fiquei hospedada no centro da cidade por alguns dias. Participei de reuniões, assisti palestras, caminhei pela cidade, tirei fotos ruins com uma câmara de celular de baixa definição, e guardei na memória muitas boas lembranças e belas imagens... Prometi para mim mesma que um dia eu voltaria no estilo mochileira, de ônibus e trem para conhecer o caminho, parando onde desse vontade e passando um tempo nas cidades vizinhas... Logo nos primeiros meses de 2013 me desliguei da Rede, mergulhei em um período de depressão que durou anos e só voltei a colocar a cara para fora da toca em 2017, quando entrei na UFABC. Depois vieram a pandemia e os problemas decorrentes... O tempo passou sem que eu tivesse retornado, e agora os caminhos estão destruídos. RS sempre teve fama de ser um canto privilegiado do país, por ter belas paisagens,...

Rejeição

Resquícios de uma conversa no café da manhã, quando minha mãe concluiu que me sinto “rejeitada” por alguém... A palavra me soou estranha, fora de lugar… “Rejeitada”! Estranha porque não é assim que eu me sinto… Eu rejeito aquilo que conheço e não gosto e ou não acredito ser conveniente... Se não conheço também posso rejeitar, mas antes me engano… Lido melhor com a rejeição do que com o engano. Este denuncia preconceito, visão e compreensão limitada, ou ausência de visão e compreensão, cegueira. [Sim, sei que Lacan escreveu algo a respeito, mas eu ainda não li.] Não me sinto rejeitada, me sinto invisível… E de uma invisibilidade que me fica enroscada na garganta, pois “cosmologicamente necessária”, no sentido filosófico do termo… Dito de modo simples, me sinto como um espelho, para o qual as pessoas olham e só enxergam o próprio reflexo. É como se a minha função no universo fosse a de ser espelho para os outros. Isso e nada mais! Meu “eu” não importa. Lembro de mim criança, brincando so...

Íntimo e Pessoal

De uns tempos para cá, ando às voltas com a criação de conceitos ou com a atribuição de sentidos um tanto diferentes para conceitos já em circulação... Vou adotar aqui "texto seminal" como aquele que é o mais importante de um escritor, aquele que apresenta a essência primeira de uma obra mais ampla... E adoto considerando que, no momento, não consigo entender bem o que outros querem dizer com tal expressão, apenas sei o que eu quero dizer. O que seria, então, a tal "essência primeira" de um texto seminal? Aquele que diz quem é o autor, o que contribuiu para a formação dele como ser humano pensador e criador. Invariavelmente sua história de vida familiar vem antes da formação escolar, seus conflitos pessoais caminham lado a lado com suas fontes culturais, aquilo que o motiva e o move estão em paralelo com suas preferências, escolhas e conclusões. É um grande erro acreditar ser possível separar história de vida, caráter e produção artística ou intelectual. Estas são p...

Em Primeira Pessoa

Se não estou preparando um relatório acadêmico ou coisa do tipo, que exige correspondência a um padrão formal, normalmente escrevo na primeira pessoa do singular e muito espontaneamente... Sigo um impulso que, hoje, me parece o mais acertado a fazer... Não tenho, nem nunca tive, qualquer pretensão a ser a "dona da verdade" que vai "mudar o mundo" ou que deseja ser uma "influencer" que vai dizer o que outros devem pensar ou fazer... Pelo contrário! Gosto muito de encontrar diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto, informações que me surpreendem, pareceres nos quais eu não pensaria sozinha... Sou inimiga da repetição, da pretensão e de outros ismos e ãos.  Escrever em primeira pessoa é um modo de enfatizar ser o texto apenas reflexo do que eu penso num momento muito específico. Posso mudar a qualquer momento, escrever a partir de outra perspectiva se me der vontade. Então, jamais um texto meu busca "fazer a cabeça" de alguém. Meus parecere...

Sobre a Gritaria “Evangélica”

Li o Novo Testamento quando tinha 9 anos de idade. Na época, convalescia de uma cirurgia de apêndice, estava em repouso, temporariamente afastada das aulas e me ocupava com revistas e livros que estavam em casa. Entre eles uma História da Bíblia, edição ilustrada da Abril Cultural, de 1971. Minhas bases sobre cristianismo vêm dessa fase acrescida de leituras isoladas ao longo da vida, mais catecismo na adolescência (um cursinho bem nada a ver), ritual de crisma e missas ocasionais (bem poucas para cinco décadas de vida, devo admitir). Daí que me considero uma católica. Não porque seja observadora das orientações papais (pouco ou nada sei a respeito), mas porque fui batizada, crismada e irremediavelmente atada à tradição católica que sinto como sendo “o meu lugar”. É como pertencer a uma família consanguínea, não se escolhe pertencer simplesmente se pertence e fim. Mas, se fosse o caso de escolher, eu escolheria continuar pertencendo, sem nenhuma sombra de dúvida... Me sinto católica, p...

Eu e Ela, a Música

  Não sei escrever sobre música. Na verdade, ela me intimida, faz com que eu me sinta uma incompetente, de uma incapacidade insuperável diante do inexprimível… Acho, mesmo, que a música é uma coisa majestosa e algo para o qual eu não quero ter explicações, porque decifrá-la integralmente seria desnudar o perfeito tirando-lhe o encanto à medida que se descobre seus segredos. Um sacrilégio! Não houve uma época em que ela não estivesse presente na minha vida. Da vitrolinha ao radinho de pilha quando criança, me lembro dos sucessos populares dos anos 70. Abba, Nazareth, Suzy Quatro, Elvis Presley, Genesis, Beatles, John Lennon, tantos outros… O vínculo definitivo entre eu e ela se firmou na adolescência, nos anos 80, época em que a New Wave of British Heavy Metal chegava ao Brasil. Mas, não só o Heavy Metal ganhou minha adesão. Vários estilos se desenvolveram naqueles anos, como o Hard Rock, o New Romantic, o Tecnopop… A música clássica também me ganhou na época. Ouvi muito Mozart, pri...

Encontrar-se

Para encontrar-se é preciso perder-se mais antes de emergir... 1. Apaixonar-se perdidamente 2. Sobrevoar incansavelmente o objeto de paixão 3. Aprofundar-se nos pontos de vista 4. Mergulhar e criar laços 5. Atuar

Mystery Elevator Tour no Brasil

  Ainda sobre Cha Eun Woo … O que é essa histeria coletiva em torno de um “homem bonito”? Não estou sabendo lidar… Nos idos dos anos 80, na minha adolescência, quando eu estava por demais interessada em bandas de heavy metal, eu tinha horror ao comportamento de garotas que perdiam o bom senso por causa dos “cabeludos lindos”. Eu me interessava pela música e fazia questão de ostentar meu interesse e conhecimentos a respeito. Não queria ser confundida com uma groupie em potencial. Então, digamos que eu sublimava minha libido por meio do interesse racional pela música e tudo o que a envolvida. Francamente, não fazia e não faz sentido para mim alimentar comportamentos descontrolados por causa de um ser humano belo, porém absolutamente inacessível e tratá-lo como objeto em exposição. 1) Por tratar-se de um humano sem nada que o distinga do resto da humanidade, afora os holofotes midiáticos; 2) Porque autocritica e autocontrole são recomendáveis em qualquer situação… E não posso deixar d...

Efeito Doramas

Cha Eun Woo virá ao Brasil em junho, para um fan concert único em São Paulo. A notícia me pegou de surpresa na madrugada de 25/26 de junho. Os ingressos seriam colocados à venda durante o dia, e foram. No minuto seguinte haviam se esgotado, e passaram a circular as lamentações daqueles que não conseguiram comprar... Nem cheguei a tentar, pois nem de longe imaginei que a histeria seria tão grande. Deixei para depois, achando que haveria tempo... Acabou ficando evidente que há uma histeria generalizada em torno do "lindo ator coreano"... Meus sentimentos por Eun Woo são confusos...Não conheço seu trabalho como ator. Não posso me interessar por doramas, pois não tenho como acomodar mais um vício na minha vida... "Conheci" Eun Woo na esteira dos acontecimentos relacionados ao falecimento de Moon Bin, há um ano atrás. Foi "ontem" e parece tanto tempo... De lá para cá descobri um novo universo para explorar... Não se passou um único dia em que eu não descobrisse...

A Luz Prateada

[Amo demais essa música!] Desamarre a corrente que está enrolada em você Toda a sua dor que estava pesando sobre você Sacuda tudo, tudo Salve-me mais, salvem-se todos vocês voltando a sentir Abra minhas asas congeladas e voe Agora eu posso ver isso no céu cinza Uma luz visível, a luz prateada da esperança O abrigo da minha tão esperada salvação e destino final Isso me alcança no momento de desespero, oh, sim Esses hematomas azuis Volte e torne-se uma faísca Não deixe nada manchar Queime longe, oh Siga a luz prateada Finalmente voe através da escuridão e para a luz Além dessa luz Brilhe na luz prateada Finalmente vem à mente através da escuridão, para a luz, para aquela luz através da tempestade, através da escuridão Voe para a luz do dia Chegando perto do paraíso Além dessa luz, além dessa luz Através da tempestade, através da escuridão Voe para a luz do dia Chegando perto do paraíso Além dessa luz, além dessa luz Sim, uma luz brilhante no meu mundo escuro Est...

Happy Birthday To Moon Bin

It's so difficult to accept what cannot be changed... I cry with you ... (Seul, 26.01.2024) Don't go tonight Stay here one more time Remind me what it's like And let's fall in love one more time I need you now by my side It tears me up when you turn me down I'm begging please, just stick around I'm sorry, don't leave me I want you here with me I know that your love is gone I can't breathe, I'm so weak I know this isn't easy Don't tell me that your love is gone That your love is gone I'm sorry, don't leave me I want you here with me I know that your love is gone I can't breathe, I'm so weak, I know this isn't easy Don't tell me that your love is gone That your love is gone Don't tell me that your love is gone That your love is gone Don't tell me that your love is gone That your love is gone That your love is gone I know this isn't easy (easy) That your love is gone Rest in Peace, Moon Bin (26.01.1998 - 1...

2023, Capítulo IV

Meu primeiro impulso para discussões virtuais, hoje e cada vez mais frequentemente, é de dar as costas e sair andando a esmo... São sempre os mesmos discursos viciados e na cultura/sociedade nada nunca realmente muda para além das superfícies - só as vestimentas mudam, as aparências, as camuflagens... Energias assumem sempre as mesmas configurações, e meu sentimento é de cansaço vizinho à necessidade de autopreservação. Então, saio, vou embora. Caminho aos tateios, em busca... São essas as minhas impressões e como me sinto observando as discussões que acontecem no espaço digital, e até no concreto muitas vezes... É isso o que me veio em um 2023 marcado por tantos conflitos que ainda são os mesmos. Na Antiguidade guerreiros armados de escudos, lanças e flechas invadiam territórios a pé, depois à cavalo, depois em carros motorizados e com suas armas tecnologicamente desenvolvidas... Matavam, pilhavam, estupravam, destruíam... Hoje exatamente o mesmo acontece e com a mesma selvageria, com...

2023, Capítulo III

E com a visão comprometida , como ficam meus planos editoriais? Bem, não me vejo aceitando trabalho como diagramadora e revisora por hora. Em encadernação penso como um passatempo com potencial terapêutico... Não sei como aconteceu, mas hoje sinto que tenho opções. Se não vou escrever e preparar publicações, posso divulgar conteúdos de outras tantas formas...  No último ano vários nomes ganharam espaço na minha vida! Eles estão contribuindo para que eu feche toda uma trajetória de estudos sem a antiga impressão de que estou me movendo entre fragmentos desconexos... Enfim, montei o quebra-cabeças da minha vida! Sem pontas soltas... Descobri Mark Fisher, o filósofo inglês, e me identifiquei totalmente... Identificação que me encanta porque acende várias luzinhas na minha mente! Fisher nasceu no mesmo ano que eu, 68. Ele escreveu seus textos com um forte lastro em suas próprias experiências pessoais, claramente e assumidamente. A novidade é que vivemos num mesmo tempo, contemporaneam...

2023, Capítulo II

2023 também foi o ano em que minhas vistas foram para o beleléu, ou seja, meus olhos enfraqueceram bastante. Não é mais questão de aumentar a lente dos óculos. Embora uma oftalmologista tenha me examinado e concluído não haver problemas com meus nervos óticos, venho usando lubrificante ocular continuamente para acalmar uma "síndrome de olhos secos".  Acordo no meio das madrugadas com os olhos doendo, ardendo e, quando isso acontece, não tolero a claridade durante o dia. Por várias vezes cheguei a passar o dia dentro de casa usando óculos escuros. Daí que a ideia de substituir livros físicos por digitais me parece completamente esdrúxula, mais do que nunca... Eis o resultado do uso contínuo de telas... E escrever também se tornou um processo mais complicado, pois qualquer coisa que eu escreva precisa passar por algumas revisões, o que atrasa tudo.  Não só minhas vistas estão fragilizadas, meus ossos também. Em maio tive uma queda feia em casa. Cai na escada e fui parar em um p...